Tópico 1.3: Como chegar às pessoas que não querem recorrer ao apoio alimentar

A recusa do apoio alimentar pode estar associado a diferentes fatores, por exemplo; a proporção entre alimentos, correspondente às regras de nutrição, pode não ser equivalente aos hábitos alimentares do beneficiário, e o acesso ao apoio alimentar pode estar associado a diferentes níveis de estigmatização social, entre outros. Chegar às pessoas que precisam deste serviço  mas não querem recorrer ao apoio implica uma resposta a dois níveis: intervenção individualizada e comunitária.

Intervenção individualizada:

  • Compreender o motivo da recusa.
  • Assegurar a participação das pessoas e das famílias, o que implica a compreensão das suas necessidades, a identificação e escolha da melhor resposta e a participação e aconselhamento na seleção e aquisição dos alimentos.
  • Perceber se o apoio alimentar oferecido cobre as necessidades alimentares específicas das pessoas, nomeadamente aquelas que outros apoios alimentares existentes não garantem.

Intervenção comunitária:

  • Informação: divulgar informação utilizando diferentes ferramentas e suportes, desde publicações à promoção de iniciativas de partilha de experiências, incluindo a divulgação em rede.
  • Campanhas: informar e sensibilizar para a natureza social da pobreza e da exclusão social, para desmistificar e desconstruir estereótipos e preconceitos e contribuir para a inclusão de pessoas e grupos sociais que são frequentemente alvo de exclusão.
  • Investigação e projetos: estudar os fenómenos da pobreza e da exclusão social, identificar problemas e contribuir para a sua resolução.
  • Formação: investir na formação em literacia alimentar, nomeadamente em cursos de formação destinados a sensibilizar para escolhas alimentares saudáveis.